segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A parte que me falta



Sou tão saudade
a ouvir
Uma música antiga...
Som abafado
das memórias
Meio verdades
Meio invenções
Meio filmes
“Blanc et Noir” cheio de
Sorrisos de propaganda
Retrato na parede
Cheiro de tinta fresca...
O sofá ao luar
A contar estrelas
Nossas trilhas
Nossas histórias...
Sem drama ainda
Sem o terror da pena
O romance era comédia
De final feliz
E feliz nossos sorrisos
No fim
Pedindo bis
Até chatear
Até a novidade
Ser clássico
E o clássico
Virar esse cheiro
De poeira...

                                           Aline Monteiro



“Mas quando você me amar, me abrace e me beije bem devagar
Que é para eu ter tempo, tempo de me apaixonar
Tempo para ouvir o rádio no carro
Tempo para a turma do outro bairro, ver e saber que eu te amo
Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente
Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente
Sim, já é outra viagem e o meu coração selvagem
Tem essa pressa de viver”
(Coração Selvagem – Belchior)


Na foto, meu querido amigo Thiago Soeiro.

3 comentários:

Camila Ramos disse...

Que lindo! eu amo belchior!!! Amo essa canção! Adorei seu texto o/

Alex Rodrigues disse...

Cheiro de terra, não tem coisa melhor.

Janete Lacerda disse...

Adorei o bibelô...