sábado, 8 de outubro de 2011

Champagne Supernova



Meu último desejo
É ouvir Champagne Supernova
Contigo...
E observar o efeito da melodia
No teu rosto muito,
Muito perto do meu...
Para mim e em mim
Apenas a música,
Apenas a tua respiração...
Será que sorririas?
Será que estranharias
O som pesado
Das guitarras?
Não dormirias.
Sei que não dormirias...
Não sei se compreenderias
A minha vontade
De surpreender
Teu espanto,
Espreitar tuas reações...
Queria ser,
Durante o tempo
Dessa canção,
Tua única expectadora.
A última a testemunhar
Teu rosto a sentir
Pequenos prazeres.
Sutis desprezares...
Ao som de Champagne Supernova
Me acolheria em ti
E nesse espaço mínimo,
As minhas mãos entrelaçando as tuas...

                                                                               Aline Monteiro

"Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar..."
(Cupido - Maria Rita)

3 comentários:

Alex Rodrigues disse...

Esse champagne não é mais nova, tenho a impressão de toma-lo toda vez que a vejo. hehehehe Mais que perfeito!

Aline Monteiro disse...

Amor, os dois primeiros versos desse poema acrescido da palavra "gato(a)" formam uma "cantada de quinta"...srrs
"Champagne Supernova" é o meu 170º poema! :)

Janete Lacerda disse...

Tão bonita bom amar. A sublimação do amor, por outro lado, é dificil. Amar também e principalmente é RENUNCIAR.