segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Frágil



Minha fragilidade
Tens nas mãos.
Tua presença
Me faz
presa fácil de ti.
sem defesa
Perco o chão
E o céu infinito,
Tão fácil,
Desaparece.
Tudo pára
quando ficas
a me olhar
assim
sem cuidados,
sem receios...
tão simplesmente
porque queres,
porque me faço
presente
à tua vista.
À tua vontade
A minha se desfaz
 desimportante,
Desinteressante...
À tua imagem
Não há luta,
Não há combate...
Estou desarmada
Da poesia e
Do pensamento.
À tua presença
Nada mais
Me pertence
Nem o verso
Nem a palavra...

                                                                  Aline Monteiro


"É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar"

(Dois barcos - Los Hermanos)

2 comentários:

Janete Lacerda disse...

Já estou sem fôlego...enfim.
Que dizer, Aline, aqui nesta posição aquém de ti?

Thiago Soeiro disse...

Eu acho me apaixono sempre por ti. Todos os dias em cada novo verso. È como se a cada poema este amor renascesse em meu peito. E às vezes me pergunto. Tu existe mesmo Aline ou te inventei em um dos meus sonhos?