terça-feira, 14 de junho de 2011

Troféu


O que sobrou de ti
é somente o que vejo
Alguns objetos
Talvez algumas lembranças
Nem sei...
Mas o teu gosto se esvaiu
O perfume evaporou...
O que sobrou de mim
Apenas a firmeza
Do ponto final.
O que sobrou de nós:
Dois desconhecidos
Que se cumprimentam
Por educação...

                              Aline Monteiro

“É meu troféu, é o que restou
É o que me aquece sem me dar calor
(De mais ninguém – Marisa Monte e Arnaldo Antunes)

7 comentários:

Cris disse...

Triste mesmo é quando não resta nem mesmo o que somos ou pelos menos o que pensávamos ser.
.
.
.

"porque algo dentro de nós sempre sabe que é o fim"

Palavralida disse...

Obrigada pela visita ao meu blog, Aline! Te seguirei por aqui, em seus Carnavais! Beijo e seja bem-vinda.

Ana SS disse...

Resta a educação.

Resta o resto...

Amanteli disse...

já havia ouvido falar q escrevias mto bem.

leonel disse...

Este teu post é bastante significativo para mim, e, acho que para todos que leram tuas linhas. Quem em algum momento, já não se viu nelas?

breno disse...

concordo plenamente com o Leonel e é + duro ainda quando não resta nem o conforto do (bom dia)!!

Thiago Soeiro disse...

Afinal foi o que sobrou de nós. Amei