sábado, 2 de julho de 2011

Amor cafona


O meu amor me pediu um poema 
Mas ando tão sem criatividade
Mais fácil seria criar asas
E buscar-lhe uma estrela de mimo
Ou talvez a flor mais rara
A joia mais cara...
Mas não os faço porque
São versos o que ele quer
Os meus versos
Imperfeitos, inexatos, inapropriados,
Independentes, inexperientes
Versos meus, os meus versos.
Será que entenderia se eu explicasse
Que qualquer bijuteria seria melhor
Que meia dúzia desses versos?
Começo, então, a imaginar desculpa
Que juro, não será esfarrapada!
Será sincera
Assim como sorriso de bebê.
Aceitável como beijo de irmão...
E a desculpa minha será:
- Amor, se eu ler um poema de
Vinícius ou Florbela
Tu me perdoas?

                                         Aline Monteiro

Para o meu Amor Cafona Thiago Soeiro, o Tisso.

"Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía uma cavalo branco para aquele príncipe."
Caio Fernando Abreu
(O mar mais longe que eu vejo - Inventário do ir-remediável)

4 comentários:

Janete Lacerda disse...

Devo admitir... ASSIM NÃO TEM COMBATE...RSRRS

Aline Monteiro disse...

ganhei...srsrs

Amor cafona disse...

Own.. Que liiiiiiiiiindo. Me sinto honrado com tamannho poema. Um beijo enorme minha poetisa.

Aline Monteiro disse...

o melhor de tudo foi a carinha do Thiago quando li o poema pra ele...