sexta-feira, 22 de julho de 2011

Avesso



Me atrevo esquecer
O que por ora me aflige
Esconder o medo
Do que não sei de cor,
Fugir das minúcias
Que lembram teus gestos
Dilacerantes,
Inesquecíveis...
Me tirar a vida
Olhar para dentro
Fundo vazio
Das tardes sem fim,
Poesia-aprendiz
Do que li, vi,
Senti...
O que eu era antes do verso?

                                                                      Aline Monteiro


“Novos horizontes
Se não for isso, o que será?
Quem constrói a ponte
Não conhece o lado de lá
Quero explodir as grades
E voar
Não tenho pra onde ir
Mas não quero ficar
Suspender a queda livre
Libertar
O que não tem fim sempre acaba assim”

(Novos horizontes – Engenheiros do Hawaii)

3 comentários:

Amor cafona disse...

"Eu quero ser pelo avesso a tua pele o teu casaco". Adriana calcanhoto.

Mensagem Efêmera disse...

Eu não era nada antes de tê-los descoberto.

Cris disse...

eAntes, durante e depois "daqueles versos" vc foi poesia a poesia mais linda que eu já li, que já ouvi, que já comentei. Tua poesia não precisa de técnica pq tem magia, não necessita da métrica pq tem a música que chega com ao meu coração, assim bem de mansinho e provoca um tsunani de alegria nele.

Entre todos os versos,vou sempre preferir os teus.