sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vende-se Poesia




Força abstrata de imensa magia
Com mais de 3.000 anos de existência
Validade para além morte
Para além vida
Para além sonhos

Vende-se Poesia

Seus donos antigos?
Cecília, Quintana, Pessoa
Florbela, Vinícius, Leminski
Eu, você, Tatiana, André, Joana...
Sem hierarquia

Aluga-se Poesia

De quê que tem?
Há tristes, estranhos, felizes
Tercetos, quadrinhas, sonetos...
Sobre o mundo, o abstrato, o profundo
Um pouco de mim, um pouco do José
Sem dinastia

Empresta-se Poesia

Pra quê serve?
Para dizer, ouvir, tecer
Estremecer, entristecer, esvaecer
Erguer, vencer, entender
Morrer
Sem nenhuma demasia

Doa-se Poesia!


Aline Monteiro

4 comentários:

Orion* disse...

oi... É incrivel opoder da leitura, como as pessoas se apaixonar por textos, que talvez, as vezes materializam o proprio subjetivo. Assim me sentir seus poemas, e confesso que duvidei de algumas autorias, pois a palavra perfeição, torna-se um elogio muito fraco... mesmos sem um adjetivo para declarar o que estou sentido depois de algumas leituras....arrisco-me a dizer... Obrigado,por não me fazer sentir que sou o único.

naira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
naira disse...

Que lindo teus textos Aline, vc organiza significado e significante como uma verdadeira maestrina das palavras.. Parabéns!

De vez em quando vou copiar alguma coisa, estrofes, dos teu poemas, mas sempre colocando referência a autora, pode ser?? rsrs

Aline Monteiro disse...

obrigada naira, adoro quando além d visitar vcs deixam um recadinho...
pode copiar sim, fique à vontade!
bjinhos
:***