sábado, 24 de abril de 2010

Qui Je suis



Il y a quelqu'un qui dit
que je n'exite pas.
Par fois c'est vrais!

Parce que quand il explore
Mon fer, mon manganèse
Pour lui j'existe!

Quand il devaste
Ma bois, ma vegetation
Pour lui j'existe!

Quand il chasse
Mes oiseaux, mes poissons
Pour lui j'existe!

Mais quand je veux
Lui raconter mon histoire
Il ne m'écoute pas.

Quand je veux lui montrer
L'essence de mon âme
Il ne me voit pas.

Mais je sais que j'existe
Quand je sens la douce brise
Qui vient d'un rivière magique.

Je sais que j'existe
Quand jécoute les battues
d'anciens tambours...

je suis sûr que j'existe
Parce qu'un ce moment il y a
quelqu'un qui peut m'écouter ici!

Aline Monteiro

(para ver a tradução dos poemas em francês, clicar em "fantasias")




quarta-feira, 7 de abril de 2010


Medo?
Só do tempo...
Devorador de tudo,
Talvez de todos.
Um certo pavor
Do eterno demorar muito tempo
Ou não durar um segundo...

Aline Monteiro

segunda-feira, 22 de março de 2010

Percepções



Já aprendi
A não pedir desculpas
Quando não preciso.
Sem deixar de ser educada.

Renovo-me a cada manhã
Para viver transformações,
Passear em novidades.
Sem perder minha essência.

Já sei ler tudo
 O que não está escrito,
O que não foi dito.
Não leio mentes, leio emoções!

Entendi que perdoar
É dez mil vezes mais
Que duas ou três palavras.
Perdoar alguém é perdoar a si próprio.

Controlo a ansiedade.
Aprendi a respirar fundo
Para não errar de novo...
Nem sempre funciona.

Não me abato com coisas pequenas.
Adoro detalhes, sei do que gosto:
Um olhar, um beijinho jogado no ar,
Um sorrisinho teu...

Sei também do que não gosto:
Sentir medo, perder tempo,
Esperar explicações, explicação demais...
Ser desapontada, desapontar alguém...
Ser o que não sei ser, ser o que não sou.

Sei bem o que preciso fazer para estar bem:
Prestar atenção nos outros,
Cuidar da minha família,
Ligar para os amigos,
Amar-te sem medidas, nunca pela metade...
Cuidar um pouquinho do que eu como,
Tentar dormir cedo, amando a madrugada...

Sei muito bem do que não preciso:
Fazer o que não gosto,
Ir aonde não preciso ir,
Estar com quem não preciso estar,
Dizer o que não preciso dizer,
Sentir o que eu não sinto...

Já sei que não tenho muita coisa a dizer,
Mas preciso dizer o que eu sinto...

Aline Monteiro

sábado, 6 de março de 2010

Armadura



Se te pareço dura, às vezes,
Não é pra ser...
Simplesmente me defendo.
Às vezes até do que não preciso.
Mas o faço pra não perder o costume
Será que você me entende?
Não preciso que ninguém fale por mim
Muito menos que sinta o que eu sinto.
A menos que eu permita.

AlineMonteiro

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Asas



Hoje eu quero ter asas
Para ir além do longe
Não vou perder pra ninguém
Se hoje eu for embora...

Hoje eu quero perder a memória
Para me perder
Quero esquecer tudo o que ouvi
Hoje eu quero me dar uma chance!

Hoje eu quero ganhar
O que realmente mereço
Não quero restos
Hoje só quero o que é meu.

Hoje eu queria apenas voar
E ver as coisas do alto...
Queimando...
Mas eu ainda não tenho asas...

Aline Monteiro



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Carnaval II



De um lado é festa e encanto
Alegria que cega.
Na letra do samba sonhos distantes:
Glória ao passado e esperança ao futuro!
Do outro lado a fantasia é real
Sem disfarce!
A marchinha de uma
Palavra só se aprende
Desde pequeno:
Moeda, Moeda...
Em frente à TV
O carnaval me convida a fechar os olhos
Afinal de contas é carnaval!
Mas em meu ouvido ecoa
Um refrão inconveniente:
MOEDA! MOEDA!
Na quarta os restos de lixo na avenida
Ainda não viraram cinzas
A marchinha continua
A me pedir muito mais que moedas!

Aline Monteiro

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Enigma



Eu tive um sonho estranho
Sonhei pela primeira vez contigo.
Era um sonho diferente de todos os outros
Nele pude abrir os olhos e ir ao teu encontro.
Eu te enxerguei romântico e real
Esperando por mim... 
Então me aproximei
Mas a cada passo meu
Te via mais distante e
E diferente de tudo o que procurava.
Surpreendentemente te vi
Testando a minha força
Com os enigmas mais absurdos e covardes.
Até que eu percebesse
Que esse tipo de sonho
São para os infelizes
Não para mim!


Aline Monteiro
           

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vende-se Poesia




Força abstrata de imensa magia
Com mais de 3.000 anos de existência
Validade para além morte
Para além vida
Para além sonhos

Vende-se Poesia

Seus donos antigos?
Cecília, Quintana, Pessoa
Florbela, Vinícius, Leminski
Eu, você, Tatiana, André, Joana...
Sem hierarquia

Aluga-se Poesia

De quê que tem?
Há tristes, estranhos, felizes
Tercetos, quadrinhas, sonetos...
Sobre o mundo, o abstrato, o profundo
Um pouco de mim, um pouco do José
Sem dinastia

Empresta-se Poesia

Pra quê serve?
Para dizer, ouvir, tecer
Estremecer, entristecer, esvaecer
Erguer, vencer, entender
Morrer
Sem nenhuma demasia

Doa-se Poesia!


Aline Monteiro

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Poema Inacabado




Eu apenas te dei as costas
Mas te disse adeus bem devagar...

E o tempo não parou
Tão pouco andou devagar...

Eu pensei que esse amor
Não tivesse força o suficiente
Pra parar o tempo.

Mas pra gente o tempo parou
Ele andou devagar...

Ele só não voltou atrás
Pra reparar os erros
E dar às horas o que  faltou...

O tempo ainda espera ansioso
Pra nos ver sorrir
Pra nos ver parados no tempo...

Aline Monteiro

domingo, 31 de janeiro de 2010

Oui, Je Peux!



Avant tout était étrange
Tout était nouveau pour moi
Avant il y avait un grand pont
Que j'avais de la peur de le traverser
Mais j'étais sûr de le passer.

Je voudrais connaître l'inconnu
Sans le devoir du faire.
Avec la vonlonté de qui
Jamais a triomphé.

Quand j'ai arrivé à la fin du chemin
Peu a peu l'obscurité a disparu
J'ai ouvert les yeux
J'ai découvert un monde nouveau
Et j'ai été plus proche de qui a été
Différent de moi.

Alors, je sais
Que je peux aller plus loin
Si je le veux
Et que nous sommes égaux
Parce que nous ont des differences.

Aline Monteiro

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Quando Eu Fui Embora




Quando eu fui embora
Deixei para trás tudo
O que me lembrava a gente...
Os lugares, as músicas...
E até as pessoas...

Elas não entenderam
Que mesmo eu indo embora
Não deixei de respirar,
De sentir e de lembrar...

Não precisei dizer nada...
E meus olhos entristeceram por si próprios
Sem comando algum eles me entregavam
Sinceros e reveladores.

Aline Monteiro

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Vitrine




A noite é calma, silenciosa...
Arrisco o autoconhecimento
Nada de estranho em mim
Mas alguns ainda insistem
Em saber quem sou eu.
Retorno ao que sou
E por um instante
Visto-me do que falam sobre mim.
Agora tudo é estranho
Perco-me em palavras,
Tropeço em letras.
Desconheço a minha própria voz...
Não preciso dizer mais nada
Eu não me reconheço mais...

Aline Monteiro

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

La Fenêtre




Il y a toujours quelqu'un qui veut parler avec toi
Laissez pour le moins une fenêtre ouverte
Parce que la dernière fois peut arriver
Dans quelque moment.

On dit au revoir tout le temps
Sans jamais penser que peut être
le dernier au revoir...

Quand on ferme les ports, les fenêtre
On ne peut pas voir les larmes cachés
On n'écoute pas le silence de qui veut crier
L'amour est tout simplement un mot oublié

Pour la vie qui fine
Pour la vie qui commence
Laissez pour le moins une fenêtre ouverte...

Aline Monteiro

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Carnaval




A tua vida é
Um imenso carnaval
Brilhando o ano inteiro.

A minha vida,
A louca espera
Pra te ver dançar.

...e me encantas assim
Ao me olhar paralisado.
 A fantasia permanece pelo
Tempo de uma música...

...e me enlouqueces
Quando de longe
me deixas apenas
Um sorriso teu
E a esperança
De viver mais um carnaval
A te esperar...

Aline Monteiro


Do que me adianta a força física,
A violência do tapa
Se por dentro somos mais frágeis
Que todas as nossas ações.
De que me adianta ter mãos
Se não pra tocar,
Quero reconhecer alguém pelo toque
Nada mais...
De que me adiantam os gritos
Se não ouço a minha própria voz.
O pulsar dos nossos corações é tão baixinho...
Que mal se percebe
Que ainda estão lá...

Aline Monteiro

sábado, 26 de dezembro de 2009

F E L I C I D A D E




É quando a gente não cansa de sorrir
É deixar os outros ficarem felizes pela gente
É chorar estando feliz
É abraçar, beijar e dizer obrigado
É ouvir, cantar e gritar
É sentir tudo ao mesmo tempo.
Felicidade
É batalhar por aquilo que a gente sonha
É acordar cedo, dormir tarde
Abrir mão do tempo livre
Deixar de fazer o que a gente gosta
E, às vezes, fazer o que a gente não gosta.
Felicidade
É também sentir tristeza, insegurança, fraqueza
E continuar assim mesmo...
É duvidar da nossa própria capacidade
E não se sentir superior a ninguém.
Felicidade
É superar nossos limites
E se surpreender com nossa força...
Felicidade
É arriscar mesmo tendo medo de errar
Felicidade
É a ansiedade...
Felicidade
É a demora...
Felicidade
É a certeza...
Felicidade
É se sujar dos pés à cabeça
e não se importar com isso...
Felicidade
É no final de tudo poder gritar:
Eu consegui!

Aline Monteiro

Para Caroline Larissa Mesquita, caloura UNIFAP 2010 - português inglês

domingo, 20 de dezembro de 2009




Que tristeza não ler um poema

E saber que ele existe

Um fio de esperança se desfaz

As luzes se apagam...

Deixar de acreditar

É voltar um degrau

É morrer um pouco

A cada dia...

Promessas são meras palavras

Guardadas no peito de quem ouviu

Distorcidas por quem as mentiu.

Difícil demais ser quem realmente

Se é?



Aline Monteiro

domingo, 6 de dezembro de 2009

Cartas ao Chão



Abri o livro que encurta a memória

Um livro sem capa e contracapa.
O amanhã que desenho a lápis

Logo me encarrego de apagar

Com as próprias mãos, é verdade

Mas se não sou eu

Quem o faria?

Se eu não lembrar o que fiz

Sei que ninguém lembrará.

Não sou a forma a me adaptar ao meio

Eu me moldo às formas que aprendi

Que vi e repeti.

Sou o contorno a me repelir do inimigo

A me esquivar do perigo.

E me entrego às minhas próprias armadilhas...

Penso uma vez, penso outra vez e me atiro

Sem que nada me prenda.

Não vejo coragem em dizer não

Vejo sobrevivência!

Se alguns poucos param

E me lêem

Talvez ninguém entenda!

Deixo passar porque

Nem sempre tenho um plano B.

Nem sempre há o que dizer...

Nem sempre tudo vale à pena!

E tudo se volta ao sonho louco

De viver o que já passou

De viver o que ainda não existe!



Aline Monteiro


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Migalhas

 

Se forem, amor, migalhas que teimam em te oferecer
Peço que não as aceite!
Porque sem matar a tua fome logo se acabariam
Mesmo sabendo que a fome que tens
Surpreenderia o mundo.
Raros são os que conseguem saciá-la, ou pensam saciar.
Se forem migalhas, amor
Não aceite...
Porque sei que não te serviriam
Nem hoje, nem em um milhão de anos!
Diga que tua alma é nobre
Por não oferecer migalhas a ninguém
Grita que teu sonho é maior
Que qualquer pedaço de qualquer coisa!

Aline Monteiro


(Para my girl, a incompreendida, a insaciável!)


domingo, 1 de novembro de 2009



Às vezes, me pego repetindo palavras,
Reinventando sonhos,
Colorindo dores.

Escrevo páginas e páginas
E continuo com fome!


Aline Monteiro

sábado, 31 de outubro de 2009



...me faça chorar, e o meu sorriso para ti se calará
E eu recomeço...
Os sorrisos tornam-se raros
Incondicionalmente verdadeiros
E a tristeza, literalmente insana!
Palavras são cuidadosamente pesadas...
Agora minuciosamente comedidas.
E eu continuo...
De verso em verso
De poema em poema
A escalar montanhas
A me diluir em sonhos...

Aline Monteiro

domingo, 18 de outubro de 2009

O Silêncio e as Palavras

As palavras não são enfeites
A serem trocados de lugar,
Ou serem limpos da poeira
Depositada pelas horas.
Que podem ser devolvidos,
Que são jogados fora quando
Tornam-se inconvenientes.
As palavras envelhecem
E não podem ser substituídas
Por neologismos.
Elas ficarão guardadas nas páginas
Da memória dos que as usaram,
Dos que as ouviram.
Principalmente dos que as ouviram...
E aos que não as ouviram
Permanecerá o silêncio
A espera da resposta,
A verdade não dita,
A incompletude da vida.

Aline Monteiro


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Entre Verdades


Vem me conhecer de verdade...
Chegue mais perto
Que eu tiro a máscara.
Deixe-me ser dona do teu tempo
Que ele então fará sentido.
Vem conhecer a minha vida
E sentirás orgulho da tua.
Traga-me folhas em branco
Para buscar tuas respostas
E eu te mostrarei que não há
Verdade alguma!
A não ser as verdades que inventamos
A não ser as que iremos inventar
E esqueceremos, por fim
as que foram inventadas
Esquecer... Lembrar
Lembrar e esquecer...
Viver?
É o que todos dizem...


Aline Monteiro

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vida


...e voaste com teu belo par de asas até o céu.
Brincando de esconder entre as nuvens.
Será doce ou amargo o gosto da vida no céu?
Teria as alegrias e tristezas daqui?
Será que conseguiste alcançar o azul infinito?
Ultrapassar as barreiras do universo?
Vencer o calor do sol, quem sabe!
Realizarás o sonho adormecido
Dos homens, tão vivo na infância.
É preciso partir pra que aconteça?
Quem é que decide a hora de partir afinal ?
Quem?
Sei que viverás muito além das lembranças.
E nos sonhos serás real.
Tão vivo quanto o oceano e a chuva em dias comuns.
Exatamente assim, como tem que ser.
Serás o próprio vento.
Que ao bater à porta fechada
Encontrará uma fresta na parede
Pra avisar que há vida lá fora.
No teu mundo, além das nuvens
O sol também pode ser azul
Aquela chuva da tua partida
É a mesma que lava o mundo num dia ruim.
Leve, fria e necessária.
E mesmo que sejas apenas um menino, voe...
Mas voe o quanto puder
O quanto quiser
Voe o vôo mais alto que possa existir
O mais alto que possa imaginar...
Até que ninguém possa mais te encontrar
Até que decidas voltar
E mesmo que não voltes... Voe.

Quem decidiu a hora da tua partida?


Aline Monteiro

Guardo um retrato teu e a saudade mais bonita...
(Para Márcio Eduardo com todo o meu amor!)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Aos vencidos

A felicidade é tão curta
Que não se deveria perder tempo
escrevendo sobre ela.
Escrevo quando estou triste,
Quando estou cansada.
Escrevo quando a limitação
das outras pessoas acabam
limitando os meus desejos
Se a dúvida e a curiosidade
não existissem
Não sairíamos da idade da pedra.
Então, respiro fundo, fecho os olhos...
E depois de um sorriso irônico
Prometo a superação
não aos vencidos
Mas a mim
e somente a mim!
Aline Monteiro

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Atemporal


Eu costumava ver o mundo através do tempo
Subjugar as novidades
Apreciar o lugar comum
Medir o afeto pelo tempo
Como se o amor pudesse esperar a hora certa de acontecer
Ou se desmaterializar num adeus...
A verdade é que a vida não conta o tempo
E o tempo não obedece a ninguém
Segui a lógica do que se costuma dizer
Sobre ele:
O tempo não existe na felicidade
Mas é cruel na tristeza
Às vezes, pedia ao tempo que fizesse mais do que o seu papel
Que prolongasse sua duração e a aflição de quem espera
Por outras vezes, que se fizesse o objeto mais veloz e acabasse
Com um abraço e o último beijo...
Eu costumava ver a vida através do tempo
Encaixar a minha vida em um modelo cronológico...
Hoje o nascer do sol é quem me acorda
E me faz repetir dia a dia: ainda há tempo!

Aline Monteiro

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A vida é um poema


A vida é um poema de versos tristes
Tristes como as derrotas
Que insistimos em estampar na camiseta.
Tristes como a nossa
Imutabilidade à tragédia,
Nossa mudez ao caos...
A vida é um poema de versos tristes.

A vida é um poema de versos melancólicos
A esconder nossos medos
A maquiar nossas fraquezas,
A matar quem realmente somos...
A vida é um poema de versos melancólicos.

A vida é um poema de versos mudos
Mudos como a voz do desconhecido,
Como a voz de alguém na multidão,
Como a voz do mais fraco,
A voz do miserável,
Como a voz dos que gritam...
A vida é um poema de versos mudos.

A vida é um poema de versos envenenados
Envenenados pelas palavras que saem da TV,
Pelo que falam nas rádios,
Pelo que lemos nos livros,
Revistas, jornais, outdoors, placas,
Propagandas, embalagens...
A vida é um poema de versos envenenados.

A vida é um poema de versos envelhecidos
Empoeirados pelas promessas sem fundamentos,
Pelos planos inúteis,
Pelos pedidos de desculpas...
A vida é um poema de versos envelhecidos.

A vida é um poema de versos coloridos
Coloridos pelo alaranjado do pôr-do-sol,
Pela fina chuva que cai no fim do dia quente,
Enfeitada pelo sorriso de quem amamos,
Pelas doces lembranças da juventude,
A vida é um poema de versos coloridos
Coloridos pelo choro dos que acabaram de nascer...

Aline Monteiro

domingo, 26 de julho de 2009

Talvez eu ainda não tenha as respostas
Que tanto procuras
Mas tenho certeza que
Não é se escondendo
Que você vai encontrá-las.

Não me importaria
De procurá-las com você
Mas dependo da sua vontade

Não pretendo insistir
Pra não forçar a barra
A decisão é somente sua

Só não posso esperar
Por muito tempo
Porque já esperei demais

Sei que és muito inteligente
E vais me entender
Só não posso esperar mais

Sua amizade sempre será bem-vinda
Mas para isso, eu exijo sua confiança e sinceridade
Jamais a sua fidelidade.

Eu só preciso de uma chance
Pra poder acreditar, pra te fazer acreditar...
Mas ainda dependo da sua vontade...

(Aline Monteiro)


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pedaço de mim


Não há ressentimentos que resistam à tua presença
Nem ódio ou rancor.
O teu olhar é calmaria em tempestades
O teu sorriso é musica aos meus ouvidos.
Procuro em teu rosto
Alguma coisa do meu passado
Algum traço, alguma semelhança.
Nada em ti me parece novo
Pois, sinto que te conheço há décadas.

Por mim, nenhum mal
Chegará aos teus pés
Não haverá pessoa no mundo
Que te faça chorar.

Quero te contar histórias
As mais loucas e engraçadas
E te ensinando
Queria que você aprendesse
O que eu aprendi
A gostar sozinha

Quero seguir os teus passos
Pequenos, desajeitados
Seguir teus gestos...
Segurar tua mão
Olhar-te por horas e horas
Dormindo...
Só por olhar...

Viva em meus sonhos
Os mais lindos
Seja feliz
O tempo inteiro
Que eu seguirei sonhando
Sempre
Minha vida, meu irmão
Pedaço de mim!

(Ao meu querido irmão Arthur)

Aline Monteiro

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fim de festa


A noite dura algumas horas
Pessoas, um pouco mais...
Uma noite não é suficiente para uma festa
Uma vida pode ser muito tempo para alguém
Ou nada...
A música alta percorre avassaladora por entre a gente
Faz-nos dançar
Esquecer tudo
Existem coisas que não se esquecem
Não se esquece jamais o cheiro de alguém...
O corpo é uma peça em exposição
À venda
Não há dinheiro que compre um momento...
Um dia que passou
Um dia que não acontecerá.
A festa termina quando a música acaba
A vida continua
Quando ainda restam motivos...

Aline Monteiro