quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vida


...e voaste com teu belo par de asas até o céu.
Brincando de esconder entre as nuvens.
Será doce ou amargo o gosto da vida no céu?
Teria as alegrias e tristezas daqui?
Será que conseguiste alcançar o azul infinito?
Ultrapassar as barreiras do universo?
Vencer o calor do sol, quem sabe!
Realizarás o sonho adormecido
Dos homens, tão vivo na infância.
É preciso partir pra que aconteça?
Quem é que decide a hora de partir afinal ?
Quem?
Sei que viverás muito além das lembranças.
E nos sonhos serás real.
Tão vivo quanto o oceano e a chuva em dias comuns.
Exatamente assim, como tem que ser.
Serás o próprio vento.
Que ao bater à porta fechada
Encontrará uma fresta na parede
Pra avisar que há vida lá fora.
No teu mundo, além das nuvens
O sol também pode ser azul
Aquela chuva da tua partida
É a mesma que lava o mundo num dia ruim.
Leve, fria e necessária.
E mesmo que sejas apenas um menino, voe...
Mas voe o quanto puder
O quanto quiser
Voe o vôo mais alto que possa existir
O mais alto que possa imaginar...
Até que ninguém possa mais te encontrar
Até que decidas voltar
E mesmo que não voltes... Voe.

Quem decidiu a hora da tua partida?


Aline Monteiro

Guardo um retrato teu e a saudade mais bonita...
(Para Márcio Eduardo com todo o meu amor!)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Aos vencidos

A felicidade é tão curta
Que não se deveria perder tempo
escrevendo sobre ela.
Escrevo quando estou triste,
Quando estou cansada.
Escrevo quando a limitação
das outras pessoas acabam
limitando os meus desejos
Se a dúvida e a curiosidade
não existissem
Não sairíamos da idade da pedra.
Então, respiro fundo, fecho os olhos...
E depois de um sorriso irônico
Prometo a superação
não aos vencidos
Mas a mim
e somente a mim!
Aline Monteiro

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Atemporal


Eu costumava ver o mundo através do tempo
Subjugar as novidades
Apreciar o lugar comum
Medir o afeto pelo tempo
Como se o amor pudesse esperar a hora certa de acontecer
Ou se desmaterializar num adeus...
A verdade é que a vida não conta o tempo
E o tempo não obedece a ninguém
Segui a lógica do que se costuma dizer
Sobre ele:
O tempo não existe na felicidade
Mas é cruel na tristeza
Às vezes, pedia ao tempo que fizesse mais do que o seu papel
Que prolongasse sua duração e a aflição de quem espera
Por outras vezes, que se fizesse o objeto mais veloz e acabasse
Com um abraço e o último beijo...
Eu costumava ver a vida através do tempo
Encaixar a minha vida em um modelo cronológico...
Hoje o nascer do sol é quem me acorda
E me faz repetir dia a dia: ainda há tempo!

Aline Monteiro

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A vida é um poema


A vida é um poema de versos tristes
Tristes como as derrotas
Que insistimos em estampar na camiseta.
Tristes como a nossa
Imutabilidade à tragédia,
Nossa mudez ao caos...
A vida é um poema de versos tristes.

A vida é um poema de versos melancólicos
A esconder nossos medos
A maquiar nossas fraquezas,
A matar quem realmente somos...
A vida é um poema de versos melancólicos.

A vida é um poema de versos mudos
Mudos como a voz do desconhecido,
Como a voz de alguém na multidão,
Como a voz do mais fraco,
A voz do miserável,
Como a voz dos que gritam...
A vida é um poema de versos mudos.

A vida é um poema de versos envenenados
Envenenados pelas palavras que saem da TV,
Pelo que falam nas rádios,
Pelo que lemos nos livros,
Revistas, jornais, outdoors, placas,
Propagandas, embalagens...
A vida é um poema de versos envenenados.

A vida é um poema de versos envelhecidos
Empoeirados pelas promessas sem fundamentos,
Pelos planos inúteis,
Pelos pedidos de desculpas...
A vida é um poema de versos envelhecidos.

A vida é um poema de versos coloridos
Coloridos pelo alaranjado do pôr-do-sol,
Pela fina chuva que cai no fim do dia quente,
Enfeitada pelo sorriso de quem amamos,
Pelas doces lembranças da juventude,
A vida é um poema de versos coloridos
Coloridos pelo choro dos que acabaram de nascer...

Aline Monteiro

domingo, 26 de julho de 2009

Talvez eu ainda não tenha as respostas
Que tanto procuras
Mas tenho certeza que
Não é se escondendo
Que você vai encontrá-las.

Não me importaria
De procurá-las com você
Mas dependo da sua vontade

Não pretendo insistir
Pra não forçar a barra
A decisão é somente sua

Só não posso esperar
Por muito tempo
Porque já esperei demais

Sei que és muito inteligente
E vais me entender
Só não posso esperar mais

Sua amizade sempre será bem-vinda
Mas para isso, eu exijo sua confiança e sinceridade
Jamais a sua fidelidade.

Eu só preciso de uma chance
Pra poder acreditar, pra te fazer acreditar...
Mas ainda dependo da sua vontade...

(Aline Monteiro)


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pedaço de mim


Não há ressentimentos que resistam à tua presença
Nem ódio ou rancor.
O teu olhar é calmaria em tempestades
O teu sorriso é musica aos meus ouvidos.
Procuro em teu rosto
Alguma coisa do meu passado
Algum traço, alguma semelhança.
Nada em ti me parece novo
Pois, sinto que te conheço há décadas.

Por mim, nenhum mal
Chegará aos teus pés
Não haverá pessoa no mundo
Que te faça chorar.

Quero te contar histórias
As mais loucas e engraçadas
E te ensinando
Queria que você aprendesse
O que eu aprendi
A gostar sozinha

Quero seguir os teus passos
Pequenos, desajeitados
Seguir teus gestos...
Segurar tua mão
Olhar-te por horas e horas
Dormindo...
Só por olhar...

Viva em meus sonhos
Os mais lindos
Seja feliz
O tempo inteiro
Que eu seguirei sonhando
Sempre
Minha vida, meu irmão
Pedaço de mim!

(Ao meu querido irmão Arthur)

Aline Monteiro

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fim de festa


A noite dura algumas horas
Pessoas, um pouco mais...
Uma noite não é suficiente para uma festa
Uma vida pode ser muito tempo para alguém
Ou nada...
A música alta percorre avassaladora por entre a gente
Faz-nos dançar
Esquecer tudo
Existem coisas que não se esquecem
Não se esquece jamais o cheiro de alguém...
O corpo é uma peça em exposição
À venda
Não há dinheiro que compre um momento...
Um dia que passou
Um dia que não acontecerá.
A festa termina quando a música acaba
A vida continua
Quando ainda restam motivos...

Aline Monteiro

terça-feira, 30 de junho de 2009

Declaração de amor


O meu amor está guardado
No fundo de uma gaveta
Numa página de caderno
Num poema sem rimas
Em linhas paralelas
Frases quebradas
Palavras mudas
Em reticências...

O meu amor voa livre
Nas paradas de ônibus
Nas ruas escuras
Nos quarteirões vazios
Na cidade surda.

Invade a noite
Para nada me dizer
A cantar
Uma canção antiga
Que há tempos não ouvia

Sem rosto
Esconde-se nas manhãs
De todos os dias

O meu amor não sabe...
Mas vive em mim
Em todas as partes
Lugares e esquinas

O meu amor estará guardado
Nas páginas em branco
Em poemas de amor
Que ainda vou escrever...

Aline Monteiro

terça-feira, 23 de junho de 2009

Eu te encontrei

...e nos encontramos em um labirinto de palavras.
Eu te desenhei em meus versos.
Eu me vi em teus olhos.

Como é doce o sabor do encontro
Assim tão inesperado
Quando de mim estavas tão longe.

Eu te contava o trivial,
Histórias de um coração cansado
Cansado de tanto esperar.

Enfim, saíste dos meus sonhos
Agora posso te ver, sentir, tocar...
Será que agora posso te amar?

Mas acredito ser
Tarde demais pra perguntar
Se há tempos que te amo.

É fato, amor. Não é mais sonho!
E direi a todos que duvidam
De que nosso encontro, amor
Não é mais sonho!

Aline Monteiro


quinta-feira, 11 de junho de 2009

eu



eu (assim mesmo com letra minúscula) sou alguém que sonha, talvez alto demais, por outras
vezes com os pés colados ao chão...porém jamais alguém tão pobre de espírito me impedirá de sonhar!
Sonhar meus sonhos impossíveis, os mais calados, os mais escondidos, os mais secretos...
Sonhar também meus sonhos corriqueiros, meus sonhos pequenos
Que vou realizar aos poucos bem devagarzinho, sem pressa
Que é pra ter o gostinho de viver um por um
Ter o pequeno prazer de vê-los se materializarem, diante dos meus olhos
Não me aprece não! Que meu tempo corre assim... Quase parando... Parado
Talvez o maior pecado do mundo seja esse: esse de destruir sonhos
Ou impedir que eles se realizem, pela má vontade, pelo egoísmo, pela inveja
Mas acredito que o maior obstáculo seja essa coisa que segura nossa mão, que puxa nosso braço,
essa palavra pequena e tão pesada, que me cala a voz nesse momento
Porém a cada pedra chutada, e atirada em quem ousar me atingir, a quem ousar me parar
Juro vencer esse medo a cada sonho realizado!

(Aline Monteiro)

Em tuas mãos



Não, espere!
Não me fale sobre regimes,
Convenções
Eles me tiram qualquer vontade de viver!
Diga-me algo novo
Algo que desconheço
Conte-me uma mentira
Mas bem inventada
Não para acreditar
Mas para dar boas risadas
D o que se costuma inventar sobre a vida
Sobre nossa suposta importância
Esqueça as flores,
Solte esse copo
Alguém precisa
Da tua mão...
Livre, limpa...

Aline Monteiro

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Se te faz bem ouvir
O meu eu te amo
Saber disso me enobrece,
Faz-me sentir feliz
Por te fazer feliz
Mesmo que por alguns minutos, segundos...
Não importa.
Estamos distantes de tudo e de todos
Estamos longe de um fim
E há anos luz de todas as respostas.
E se nada está à nossa frente
Que seja eterno então esse começo
Que o primeiro passo vença
Os minutos, as horas, os dias...

Aline Monteiro

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Arcanjo

Segurou seu destino com garras de rapina
Fez dele seu aliado, para que nada lhe faltasse
Sonhou o impossível
Trouxe o seu sonho para perto de si
E tornou-o realidade
Fez do seu medo firmes escadas
Que o elevassem
A tantos lugares onde desejou ir
O Arcanjo em seus sonhos
Transformando pedras em magnólias
Rosas em sementes
Ou deixando que galhos sejam galhos, simplesmente.
Meu Arcanjo
Que acorda quando todos fecham os olhos
E mesmo dormindo é capaz de sentir
O que ninguém ousou sonhar
A palavra: seu grito, seu sussurro, sua voz!


Aline Monteiro

domingo, 5 de abril de 2009

Teus Olhos


A beleza, meu amor,

Está em teus olhos

Na tua maneira de ver as coisas

Nesse mundo tão louco

Onde a verdade está perdida

Distorcida em idas e vindas

Meias verdades em meias mentiras...

Mas eu acredito, cegamente,

Em tua beleza

Na maneira doce

Em que escolhes as palavras

Da tua perfeição em combiná-las

Sem qualquer pretensão

E nenhum ensaio.

Pensar em algo belo, amor

É pensar em teus olhos!




(Aline Monteiro)

domingo, 16 de novembro de 2008

Dimanche – le dernier poème


Hoje não quero sair
Não quero ir até a janela
Não vou escrever
Não vou falar com ninguém sobre isso.
Hoje eu me sinto cansada
Sem vontade de fazer nada...
Hoje vou lembrar do dia em que te conheci
Não queria lembrar... Mas é inevitável
Como as coisas que fazemos involuntariamente...
São tantas as coisas que eu não queria ter feito
Não só hoje
Mas a vida inteira...
Do dia em que te conheci
Isso eu ainda não consegui esquecer...
Mas esqueci de te dizer que
Foi por você que quase mudei quem
Eu costumava ser...
Será que valeria a pena você saber disso agora?
E antes?
Será que seria diferente?
As coisas nem sempre saem como o planejado
Eu não planejei gostar de você...
Não há uma canção que não me lembre do teu jeito
E isso às vezes me irrita
Quanto tempo mais eu vou esperar
Pra poder me sentir melhor...
Tenho a sensação de que não importaria
A decisão que eu tomasse
Qualquer que fosse a minha escolha
Eu sairia perdendo...
Eu simplesmente joguei
Sabendo que iria perder
Hoje eu vou ouvir a mesma música
Um milhão de vezes
Vou arrumar as minhas coisas
Vou terminar de ler aquele livro
Assistir uns filmes até mais tarde...
Mas não vou sair de casa.
Talvez eu me distraia um pouco
Talvez esteja só me enganando
Queria te contar algumas coisas
Nada de mais, são só bobagens...
Mas eu gostaria que você as ouvisse.
Pra ter a tua atenção por alguns minutos.
E sentir que você é meu.
O tempo está tirando você de mim
Todos os dias ele vem
Pra apagar alguma lembrança sua.
E eu não posso fazer nada.
Já faz um tempo
Que eu não decido nada.
Mas que diferença isso faz
Você não vai mais estar aqui.
Às vezes penso que nunca esteve...
Aline Monteiro

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


Recomeço

Não... Não foi nada

Nada que eu conseguisse explicar agora...

Mas sinto que nada foi em vão...

São só pensamentos nada mais...

Mas eu repito: nada foi em vão!

As coisas não mudaram.

Mas falta alguma coisa... Eu sei disso.

Mas ainda estamos aqui...

O dia ainda está aí.

Não dá pra parar agora.

Tudo está apenas começando de novo.

É difícil continuar quando falta um pedaço...

Parece impossível viver sem o coração.

São só pensamentos, eu sei...

Mas não é o fim... Não agora!

Aline Monteiro

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Te dei em meu tempo livre

Frases que jamais calarão

Te dei até o tempo que eu não tinha

Para te dar a minha palavra.

E como se

Não tivesse escutado

Não ouvi de ti uma resposta.

E se ainda

Não compreendeu

Eu repito:

O tempo que me resta

É teu...

Aline Monteiro




Engano

Se me perco


Em mais um dia frio


Não!


Não me culpo...


Se não me encontro,


Triste o dia que passa.


Desperdício.


À espera de alguém...


Que não vai chegar.


Aline Monteiro

sábado, 7 de junho de 2008

Ontem


Tanto tempo se passou
Mas ainda estou aqui
Muita coisa aconteceu,
Outras mudaram
Mas ainda estou aqui
E ainda não entendi
Aquelas coisas lá atrás
Eu ainda não vi aquele filme
Eu ainda não terminei o livro
Não entendi aquele gesto
Faz tanto tempo
Que eu nem sei mais.
Quem vai me explicar isso um dia?
Acho que já cansei de esperar
Quer saber?
Cansei da TV de bobagens,
Da banda sem razão,
Da revista sem motivo,
Da poesia não vivida.
Cansei do tempo
Cansei do tempo que não pára
Do tempo que não corrige os erros
Do tempo que corre
Do tempo que voa
Do tempo que eu nem percebi que já passou
Do tempo que nem é mais tempo
Do tempo que acabou de acabar...
Do tempo que já virou lembrança. Velha. Distante.
Do tempo que não faz esquecer
Do tempo que não faz lembrar.
Ainda não entendi
Ainda não vi
Ainda não terminei
E ainda estou aqui...

Aline Monteiro


II Seminário de Letras: Língua, Poesia e Ensino na Contemporaneidade: Caminhos a serem discutidos.


Esse foi o tema do nosso seminário, que por sinal foi um sucesso! Foram três dias de palestras, discussões acerca de educação, linguagem e claro muita poesia! Organizar um evento científico definitivamente não é fácil, mas o resultado foi gratificante e certamente inesquecível para a turma de Letras 2006. A participação do público foi um ponto muito interessante, que interagiu através de perguntas e comentários sobre os temas abordados. O apoio e a ajuda dos nossos professores foram muito importantes para a realização desse trabalho, como também a organização e a competência das comissões gerais. A turma de Letras 2006 está de parabéns!

sábado, 3 de maio de 2008

O Último Rei da Escócia

Há um tempão que estou querendo escrever sobre este filme, que achei simplesmente o máximo! E o mais bacana é que ele foi baseado em fatos reais. O legal de filmes com essa característica é que mesmo eles não sendo totalmente fiéis à realidade causam na gente certa curiosidade após vê-los, para conhecer um pouco mais sobre a história e compará-la com o filme e etc. E não foi diferente com O Último Rei da Escócia(.The Last King Of Scotland, Reino Unido, 2006) A história é narrada do ponto de vista do médico pessoal do ditador Idi Amin (Forest Whitaker, ganhador do Globo de Ouro e indicado ao Oscar por este papel). Essa obra-prima do cinema conta um pouco da história desse populista africano que governou Uganda entre 1971 e 1979. Nascido no interior, ele serviu o exército inglês durante a época em que o país ainda era uma colônia britânica. Com a independência, em 1962, ele subiu rapidamente de patente, chegando a ser chefe do exército em 1966, sob comando do presidente Milton Obote, que ele mesmo destituiu do poder, no golpe militar de 1971, quando Obote ameaçava abrir investigação de desvio de verbas. O longa, porém, procura dar ao sanguinário ditador algumas feições humanas. O projeto é uma adaptação de um romance homônimo, escrito por Giles Foden. No livro, o autor cria a figura de um jovem escocês, Nicholas Carrigan (James McAvoy), que acaba se tornando o médico pessoal e confidente do governante ugandense. Nicholas, acuado pelo jeito como seu pai o tratava, resolve pegar seu recém-conseguido diploma de medicina e partir para o mundo em busca de aventuras, mulheres e experiência profissional. Acaba em Uganda, trabalhando em condições precárias no interior do país. Após um acidente com o presidente, ele é chamado para prestar primeiros-socorros e com seu jeito sincero e direto conquista Idi Amin, que já tinha admiração pelos escoceses e o convida para o cargo de confiança. A mudança para a capital parece ser o oposto do que Nicholas pretendia. Mas usando o seu carisma, Amin convence o jovem que ali, ao seu lado, ele poderia fazer ainda mais coisas por Uganda do que no meio do mato. Inebriado pelo poder, pela riqueza e pelas grandiosas festas oferecidas pelo presidente, o médico fica e vai descobrindo uma outra faceta do ditador, que não consegue ser contrariado e usa seu poder para se impor sobre os adversários. Diferente de outros filmes sobre a África que vêm sendo feitos recentemente, como Hotel Ruanda (2004), ou Diamantes de Sangue (2006), O último rei da Escócia pega leve quando o assunto é mostrar as barbaridades que aconteceram por lá. Estima-se que Amin tenha matado entre 300 mil e meio milhão de pessoas durante o seu regime, mas este seu lado mais feroz só aparece mesmo na parte final do filme, quando Nicholas começa a enxergar quem o general realmente era e a temer pela sua própria vida. Para se ter uma idéia, desmembramento de uma de suas esposas e até canibalismo são exemplos freqüentemente atribuídos ao ex-líder, morto em 2003, exilado na Arábia Saudita. Torturas e assassinatos daqueles que não comungavam da sua visão de governo também estão na lista. O filme é interessantíssimo, recomendo!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Frase (texto) do Dia


Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,
Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.
Pablo Neruda(alguém duvida??!! srsr)

domingo, 27 de abril de 2008

O Coração do Poeta

Leia o poema, segure-o nas mãos.
Sinta-o!
É o coração do poeta!
Pulsando, vivo!
Em letras e versos...

Exposto...

Não o deixes bater em vão
Leia-o! Decifra-o!
Não o deixes cair...

Sangrando...

Ouça o que ele diz
São gritos, saudades, tristezas...
São risos, cantos, alegrias...
Em frases, rimas, palavras.

Batendo, batendo, batendo...


Aline M.


domingo, 20 de abril de 2008

Gramaticalmente Brilhante!!!

Assunto: GRAMATICA

Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras,da UFPE-Universidade Federal de Pernambuco - Recife,que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.(Publicada na coluna LIVRE PENSAR, de Ivaldo Gomes).

Redação Atual com o Melhor da Gramática Portuguesa

'Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio,ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo,'todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente vozpassiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, ocuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa centuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Sem Título



Queria poder te amar
Sem mais e nem menos
Sem pressa e sem correria
Sem jogo
Sem ganhadores ou perdedores.

Queria poder te amar
Do meu jeito
Sem palpites de parceiros
Amigos ou terceiros.

Queria poder te amar
Sem passado pra lembrar
Ou qualquer dor pra machucar
Sem medo de errar.

Queria poder te amar
De olhos fechados
Com abraço apertado
E um beijo sem fim.

Queria poder te amar
Sem hora e lugar
Sem dia marcado
Sem tempo contado.

Queria poder te amar assim
Do meu jeito
Do jeito que eu sei te amar...


Aline Monteiro

sexta-feira, 14 de março de 2008

Meu Lugar

Não sei onde é o meu lugar
Onde fica, se existe
Em todos os lugares que chego
Já estão lotados
Abarrotados de gente,
De sonhos antigos.
Mais uma vez
Cheguei por último.
Até quando chegarei tarde demais
Por favor, nada de comparações!
Nem as árvores são iguais
Sonhos também não
E muito menos pessoas
Amanhã procurarei
Novamente.
Um lugar com portas abertas,
Janelas escancaradas.
Um lugar onde eu possa sentar
Onde haja silêncio suficiente
Para pensar num novo
Sonho pra recomeçar.
E antes de sair
Não esqueça de
Bater a porta...
Tem muito barulho
Lá fora!
Aline Monteiro

sábado, 8 de março de 2008

Olha aí

clique na foto para ler o quadrinho.
Abrindo o espaço "olha aí" uma tira bem interessante, ué e agora quem chegou primeiro?,srsr...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Égua, não! Bacana!!

Solange Alazão - Personal Trainer e Potranca

A primeira vez que vi esse vídeo foi no Programa do Jô, nunca ri tanto com uma imitação, Graziella Moretto está engraçadíssima...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Frase do Dia



Pele
Quem foi que à sua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser pele da minha pele.

David Mourão-Ferreira nasceu no dia 24 de fevereiro de 1927


terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Ah! Camões, esses desatinos sem nexo!

O Vestibular da USP [Brasil] cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de um poema de Camões:


"Amor é fogo que arde sem se ver
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer ".
Uma vestibulanda de 19 anos deu a sua interpretação em forma de poesia:
"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia ,
tomavas uns antipiréticos ,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias ,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!"
Ganhou nota máxima. Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era falta de mulher...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O nosso cérebro é uma máquina

Pode ser que você já tenha visto isto, mas muita gente não viu. O fato que nosso cérebro é um mistério, você vai ficar impressionado com esse post.


De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.
Sohw de bloa.



Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Sem Título

como num sonho
você veio
transcendente, transparente
me dizendo o que fazer
como agir, como pensar
veio me jogando pedras
me arrancando grilhões
me despindo do obvio
me tornando outra pessoa
veio sem máscaras, sem pudor
veio me ensinar
falando ao meu ouvido
olhando na minha cara
e como um Deus
me deu outra vida
como um anjo
me deu as novas
boas e más notícias
foi direto, simples
estrondoso, explosivo
foi limpo
foi real, irreal!
Foi você mesmo
E veio lentamente em minha direção
Como se nada quisesse
Nada tivesse
Nada pudesse
Falando a minha língua.


Aline Monteiro

Match Point


O filme já é velhinho(2005), mas nunca é tarde demais para se ver um bom filme, e que filme! Estou falando da obra-prima de Woody Allen. A história no começo parece bem simples e trivial quando um jovem e belíssimo rapaz irlandês Chris Wilton (Jonathan Rhys-Meyers)vai tentar a vida em Londres. O único bem que ele carrega é seu talento de jogador de tênis, o que lhe garante um emprego como instrutor particular desse esporte em um clube da alta sociedade londrina é quando passa a dar aulas a Tom Hewitt(Matthew Goode), de quem se torna amigo. Mas essa história começa a mudar, pois Chris é uma pessoa extremamente ambiciosa, e passa a namorar a irmã de Tom. Então, tudo que Chris precisava, para realizar seu sonho de tornar-se rico era de tempo para se casar com Chloe (Emily Mortimer), e em conseqüência disso ascender socialmente. Mas o que ele não planejava era se apaixonar perdidamente pela aspirante à atriz Nola Rice (Scarlett Johansson) uma jovem atraente, sexy e com personalidade muito parecida com a de Chris, mas a moça era namorada de Tom, o que não evitou que os aventureiros tivessem um caso. Esse é o dilema em que o personagem principal dessa história vive: passar o resto da vida ao lado de uma mulher que não amava, mas que lhe renderia uma vida de rei ou optar por uma vida sem luxo algum, mas ao lado de uma mulher naturalmente sedutora, linda e principalmente a quem amava. Esse drama já seria um ótimo enredo para um bom filme mas se tratando de Allen muitas surpresas virão! Contada de uma forma irresistível, essa historia se torna interessante quando o diretor fala do fator sorte na vida do personagem. Depois de assistir a esse filme, a única coisa que você vai desejar na sua vida, a partir de então, é ter sorte.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Frase do Dia



"Viver na Terra custa caro mas isso inclui uma viagem grátis ao redor do sol cada ano"

(Anônimo)

O Tempo

Sempre ele
O ponto de partida
Dos meus pensamentos,
Dos meus sonhos,
Da minha vida.
Quanto tempo passei à sua espera?
Pra que eu te contasse
Meus segredos
E te perguntasse
Porque o antigo
Sempre parece triste
E a novidade sempre bonita?
De qualquer forma
Não importa a resposta...
Que o tempo transforme as coisas, então!
Que as faça ficar tristes ou bonitas.
Não me importo mais
Porém, me faça um favor!
Passe o tempo que for
Mas esteja ao meu lado
Nessa imensidão que são as horas!


Aline Monteiro

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Égua, não! Bacana!!

Eu Sou Neguinha?
(Caetano Veloso)


Eu tava encostada ali, minha guitarra
No quadrado branco-vídeo-papelão
Eu era o enigma, uma interrogação
Olha que coisa mais
Que coisa à toa, boa boa boa boa
Eu tava com graça...
Tava por acaso ali, não era nada
Bunda de mulata, muque de peão
Tava em Madureira, tava na Bahia
No Beaubourg, no Bronx, no Brás
E eu e eu e eu e eu
A me perguntar:
Eu sou neguinha?
Era uma mensagem
Parece bobagem mas não era não
Eu não decifrava, eu não conseguia
Mas aquilo ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia
Eu me perguntava:
Era uma gesto hippie, um desenho estranho
Homens trabalhando, pare, contramão
E era uma alegria, era uma esperança
E era dança e dança ou não ou não ou não
Tava perguntando:
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu tava rezando ali completamente
Um crente, uma lente, era uma visão
Totalmente terceiro sexo
Totalmente terceiro mundo
Terceiro milênio
Carne nua nua nua nua nua
Era tão gozado
Era um trio elétrico, era fantasia
Escola de samba na televisão
Cruz no fim túnel, becos sem saída
E eu era a saída, melodia, meio - dia dia
Dia dia
Era o que eu dizia eu sou neguinha
Mas e outras coisas via um moço forte
E a mulher macia dentro da escuridão
Via o que é visivel, via o que não via
E o que a poesia e a profecia não tem mais vez
É o que parecia
que as coisas acontecem
Coisas supreendentes
Fatalmente erram, acham solução
E que o mesmo ciclo que eu tento ler e ser
É apenas o possivel ou o impossivel em mim em mim em
mim
e a pergunta vinha :
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?


Abrindo o espaço "Égua, não! Bacana!!" dessa semana uma música muito dez que eu adoooooooro, só tem fera cantando, artistas de verdade. Ah nesse espaço também vai ter, poesias, textos, videos, etc...Aguardem

domingo, 10 de fevereiro de 2008

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Goonies ontem e hoje

Lembra deles?

O Despertar de uma Paixão


Gente se vocês ainda não viram esse filme, por favor, não façam como eu: não torçam o nariz para o título, que eu sei, eu sei é ridículo, eu sei, eu sei vocês já estão cansados de ver filmes por aí com títulos que não tem nada a ver com o original, mas eu prometo pra vocês que não se arrependerão de ver esse filme e vão até esquecer por alguns instantes esse título bobinho, que na realidade é The Painted Veil ( O Véu Pintado), baseado no romance de W. Somerset Maugham. Essa história se passa na década de 20 e começa quando o bacteriologista Walter Fine (Edward Norton) se apaixona por Kitty (Naomi Watts), jovem vinda de uma família de classe alta de Londres, que é praticamente forçada pelos pais a aceitar o pedido de casamento do jovem médico, por quem não sentia absolutamente nada. Logo após o casamento Kitty se sente sozinha e entediada, pois o marido se mostra distante e muito ocupado com o trabalho, é quando ela tem um caso com um amigo do casal Charles Townsend, por quem se apaixona. Mas Walter descobre tudo,então encontra uma forma cruel de se vingar de sua esposa quando a obriga a ir junto com ele para Xangai, uma cidadezinha no interior da China, onde está ocorrendo um surto de cólera, doença que matava milhares de pessoas nesse país, com a desculpa de se tornar voluntário e entender o motivo da epidemia. Isso é só o começo de um filme com uma fotografia impecável de uma China com uma cultura belíssima e ao mesmo tempo pobre, que passa por um período de aproximação dos países capitalistas ocidentais, ocasionando revoltas e conflitos entre a população. É em meio a esses conflitos que kitty se depara com uma realidade chocante e diferente da qual estava acostumada a viver, é quando tenta se tornar útil naquele lugar inóspito e salvar o seu casamento. Posso dizer que foi um dos melhores filmes a que já assisti, excelentes atores, uma linda história e uma trilha sonora fantástica...eu recomendo!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Outros Carnavais

Esse blog foi pensado e criado durante a maior festa popular do país, isso significa que nem todo o cidadão brasileiro curte esse período daquela forma idealizada com fantasias e paetês, marchinhas e bebidas alcoólicas, mas de um outro jeitinho... Aqui as fantasias são imaginárias porém tão belas quanto as reais, a música é o silêncio que permite que o pensamente ultrapasse qualquer barreira, o meu carnaval começa quando fecho os olhos e abro minha mente... sejam bem-vindos!


Todos os anos a mesma coisa: carnaval = escolas de samba na globo, marchinhas de carnaval cantadas pelo Sílvio Santos ( ninguém merece!) no SBT, cobertura do carnaval de Salvador pela Band, a banda( o maior bloco de sujos da região norte), algumas mortes nessa mesma banda que é o maior bloco de sujos do norte do país...enfim provavelmente daqui a séculos essas coisas ainda estarão firmes e fortes animando o seu carnaval, ou fazendo você chorar de tédio... Mas não se desespere! Como dizia Marcelo Camelo: Todo carnaval tem seu fim... E se você está lendo esse blog nesse momento isso é um bom sinal porque você sobreviveu a mais um carnaval! Meus parabéns!


Como esse blog é meu e de mais ninguém vou fazer o seguinte, bom pretendo publicar alguns poemas meus, alguns textos, comentar alguns filmes que gostei, ou qualquer assunto que me chame atenção...hum acho que é isso,por enquanto...


Aline Monteiro

Ainda Vivo

Vivo do verde do mato
Pequenos soldados
Vivos pela imaginação
Sem valor exato

Vivo de chuvas passadas
Da forte correnteza
Do lixo passeante
Vivo do medo daquelas águas

Vivo do silêncio da noite
Dos ventos constantes
De aroma familiar
Que aparecem noite após noite

Vivo das tardes sem fim
Do vermelho profundo
Das nuvens de fogo
Que morrem dentro de mim

Vivo da falta
Que teima em existir
Motivo constante
De um grande vazio
Que deixei explodir...

Aline Monteiro

Velha Infância

O que escrever
Quando tudo parece igual
Rotineiro, sem mudança.
Como um comercial de TV,
Um filme antigo
Que já se sabe o final.
O mesmo roteiro
A mesma trilha
Os mesmos atores
As mesmas falas
A mesma tragédia
A mesma piada
A mesma miséria
A eterna hipocrisia
O descaso infinito
O que fazer
Quando a infância
Virou esse filme
Que já cansei de assistir
Com o mesmo roteiro
Com os mesmos atores...

Aline Monteiro